Avenida Heróis dos Atoleiros, 7460-100 Fronteira.
Telefone: 245 604 023
E-mail: atoleiros1384@cm-fronteira.pt
Segunda| FECHADO
Terça| 09h00 - 13h00 / 14h00 - 17h00
Quarta| 09h00 - 13h00 / 14h00 - 17h00
Quinta| 09h00 - 13h00 / 14h00 - 17h00
Sexta| 09h00 - 13h00 / 14h00 - 17h00
Sábado| 09h00 - 13h00 / 14h00 - 17h00
Domingo| FECHADO
FERIADOS | ENCERRADO
* Última visita da manhã: 12h00 / Última visita da tarde: 16h00
Crianças (-5 anos) | Grátis
Jovens (dos 5 aos 17 anos) | 3€
Adultos | 5€
Seniores (+65 anos) | 3€
Titulares de Cartão do Idoso | 2,50€
Grupos Escolares* (cada criança) | 2€
* Por cada 10 crianças, em grupos escolares, oferta do bilhete de um professor acompanhante.
Atoleiros 1384 é o Centro de Interpretação dedicado à Batalha de Atoleiros.
Os conteúdos do Centro de Interpretação assentam na dupla vertente de educação e entretenimento, tendo como objetivo permitir ao visitante usufruir de uma lição de história dada de uma forma lúdica.
A visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros é marcada por uma linguagem essencialmente audiovisual na exploração criativa dos conteúdos, durante a qual o áudio-guia, vetor de informação, será complementado e reforçado com elementos de cenografia, filmes, audiovisuais e multimédia.
A missão do Centro de Interpretação é dar a conhecer ao grande público a história da batalha e o papel de Nuno Álvares Pereira no desenrolar dos acontecimentos da crise dinástica de 1383 – 1385.
O visitante é conduzido, pelo narrador, ao longo de uma visita composta por quatro núcleos:
Além dos núcleos expositivos, o Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros dispõe de Serviços Educativos, nos quais os visitantes poderão aprender mais sobre a vida na Idade Média e sobre a batalha e os seus protagonistas.
O Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros dispõe de condições especiais para visitas de grupos escolares.
Inaugurado em 2012, o Centro de Interpretação da Batalha de Atoleiros é da autoria de Gonçalo Byrne, um dos mais prestigiados arquitetos portugueses de expressão atual. O projeto do centro e do jardim envolvente estabelece um diálogo subtil entre arquitetura, paisagem e memória histórica.
A intervenção integra-se no território de forma discreta, respeitando e valorizando o lugar sem o descaracterizar. O jardim e os percursos exteriores funcionam como uma extensão natural do espaço expositivo, proporcionando uma experiência sensorial e contemplativa que conecta a história do local e a força simbólica da Batalha de Atoleiros.
A Batalha de Atoleiros insere-se num período da História de Portugal conhecido como Interregno, verdadeira época de transição entre o final da I Dinastia e o início da II, caracterizado pela crise de sucessão aberta com a morte de D. Fernando, cuja única filha legítima, D. Beatriz, ainda criança, se encontrava casada com D. Juan de Castela.
A situação agudiza-se quando D. Juan, rei de Castela, invade Portugal, em 1384, com o pretexto de defender o direito ao trono de sua mulher D. Beatriz, mas com o propósito inconfessado de anexar o reino. Seguem-se, então, as três batalhas mais importantes da Guerra da Independência, a primeira das quais foi a de Atoleiros, em 1384.
D. Nuno Álvares Pereira, chefiando um pequeno exército, enfrenta uma força consideravelmente superior, entre os quais se encontravam as melhores lanças de Castela, deu aqui os primeiros sinais do extraordinário estratega militar que, mais tarde, se viria a revelar na sua plenitude.
Da genialidade da táctica militar e da coragem dos soldados portugueses, alicerçada na confiança depositada num D. Nuno seguro e tranquilo, resultou a vitória dos portugueses.
A Batalha de Atoleiros preparou o caminho para as Batalhas de Trancoso (29 de Maio de 1385) e a decisiva Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), que concluiu este ciclo de batalhas, pondo termo às pretensões expansionistas de Castela e consolidando a independência de Portugal.
Executado em 1966 por Jaime Martins Barata, é uma obra de grande impacto visual, resultante de um intenso trabalho de pesquisa e estudo histórico. A pintura representa o confronto com forte expressividade, dinamismo das figuras, a atenção ao detalhe e intensidade do combate. Martins Barata utilizou a difícil técnica tradicional do fresco, aplicando pigmentos sobre a parede ainda húmida, o que garante a durabilidade e luminosidade das cores.
O original encontra-se no Palácio da Justiça de Fronteira, enquanto o Centro de Interpretação apresenta uma reprodução à escala real, permitindo uma leitura próxima e contextualizada desta emblemática obra. O método de um dos mais destacados pintores e muralistas portugueses do século XX, alia arte e conhecimento histórico, conferindo às suas obras uma forte dimensão pedagógica e cultural.
O Terreiro da Batalha de Atoleiros, classificado como Monumento Nacional em 2023, preserva a memória do local onde decorreu este episódio militar. Mais do que um espaço físico, é um lugar simbólico que evoca coragem, estratégia e identidade nacional. A sua valorização enquanto património histórico, permite compreender a relação entre o território e os acontecimentos que nele tiveram lugar, convidando à contemplação e à reflexão sobre o passado e sobre a construção da História de Portugal.